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terça-feira, 3 de abril de 2012

Bullying
Apesar de relativamente recente, o tema bullying já não é uma novidade tão grande nos debates acadêmicos, midiáticos e cotidianos. Muito se fala e se especula sobre o assunto. Porém, é extremamente urgente e necessário desconstruir tabus, mitos e evitar exageros quando se trata dessa questão.

Em primeiro lugar, cabe definir com mais precisão o que é o bullying. A expressão vem da palavra inglesa “bully”, que significa algo como “valentão”. Resumidamente, bullying é a definição de qualquer forma de atitude agressiva (verbal ou física), intencional e repetitiva, exercida por uma ou mais pessoas contra outro indíviduo, causando dor, angústia, intimidação e humilhação. São ações comumente realizadas dentro de uma relação desigual de força ou poder. Existem outras características a ser mencionadas, mas, como o objetivo desse texto não é descrever o fenômeno, por enquanto fiquemos com essa definição simplificada.

O objetivo desse texto é refletir sobre a banalização que a expressão bullying vem sofrendo nos últimos anos. A recente tragédia acontecida em Realengo, no Rio de Janeiro, evidenciou ainda mais esse estado de coisas.

E quais são, portanto, essas verdadeiras causas? Talvez o impulso de atribuir tão rapidamente ao fenômeno bullying a explicação para tragédias inconcebíveis como essa, seja devido precisamente à angústia diante da impossibilidade de responder objetivamente (ao menos num espaço de tempo curto) a essa pergunta. Não há respostas universais, prontas e mágicas. Existem múltiplas razões peculiares a cada caso para que um ser humano cometa uma atrocidade como essa. O bullying é apenas uma dessas múltiplas razões e, não necessariamente, a mais determinante. Em outras palavras, nem todas as pessoas que sofrem ou sofreram bullying se tornarão assassinos-suicidas.


Postado por: Ericklis Gustavo De Lima

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